domingo, 7 de maio de 2006

Inaugura, São!


É ela, a legítima e única São, a que abriu a escola ao meio, com uma tesoura de phoda na presença de um padre ariano!

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Digitalização de provas de contacto...


De quem são estas fotos?

Escola Aberta ao Meio


Talvez 1984 / 85...

Andámos por Valadares a fazer um barulho do caraças e a "abrir a escola ao meio". Os BKC forneceram a percussão: bombo, tarola e afins. O Isolíno Vaz fez um cartaz que ficou mural - ainda existe numa parede do Liceu. Eu vesti-me de padre (como já tinha feito alguns anos antes num célebre carnaval em que o Nossa, na escola, escreveu o nome da Célia na palma da mão com a unha - isto é outra história fantástica) e dei a benção à abertura dos festejos... há quem tenha fotos disso.

O Rui, com um chapéu de espantalho de onde escorria cabelo de lã vermelha, e com uma tarola ao pescoço, marchou a par da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Valadares! Os desgraçados dos homens passaram-se ao ver tão estranha criatura a deambular por entre eles e, sobretudo, a levar o caos aos ritmos tão bem ensaiados na parada do quartel! Parecia um piolho aos saltinhos por entre os pelos do cão!

O Luís Cardoso apareceu vestido de gaja. Não! De GAIJA! Reles. Ordinária. Com sinais pintados na cara. Com baton vermelho forte. Uma verdadeira pu...! Só que tinha muitos pelos nas pernas! Metia-se com tudo o que mexesse... até com o Padre!

Segundo a letra do Nossa, o que aconteceu durante a "Escola Aberta ao Meio" foi o que está na foto da "cartolina-cartaz". Ele ainda não era designer gráfico, e o Pagemaker... coitado!

Destaque-se, de entre todos os acontecimentos, a "Conversa Sanitária".

Em síntese: Peça de teatro da autoria da dupla Rui & Sérgio. Baseada numa ideia de Rui & Sérgio, ocorrida... de um momento para o outro!

Rui & Sérgio foram à lixeira da cerâmica de Valadares. Trouxeram de lá uma sanita e um bidé. Estes objectos, não só seriam os principais adereços em palco, como depressa se tornaram nos principais inspiradores para o texto que viria a ser dramatizado.

O texto e a dramatização: Na parede do fundo da biblioteca, em frente à plateia, estava a sanita de um lado e o bidé do outro. Eu estava em pé, muito hirto, ao lado do bidé, com o chapéu de espantalho (aquele que acompanhou os Bombeiros) enfiado na cabeça. Entretanto, o Rui, de bata branca, apontador na mão e ar de cientísta louco, dirigia-se ao bidé. Com uma estranha pronúncia alemã, dizia: "Isto ser um bidé!". No fim da frase, eu, tipo Frankenstein, sentava-me no bidé. O Rui dizia: "Sérgio estar no bidé. Sérgio bidar para vocês!". Depois dirigia-se para a sanita, erguia o apontador e dizia: "Isto ser um sanita!". Avançava para ela e sentava-se. Por fim exclamava: "Eu estar sentado no sanita. Eu cagar para vocês!".

Levantámo-nos, e fomos embora. O público... aplaudiu! Que saudades desta lata...

Isto também passava na rádio...

Sheena is a punk rocker...

Isto era o que passava na Rádio...


... no ano em que os BKC foram "apalavrados". Já não se ouvia falar de King Crimson!

Registos magnéticos...


BKC Live!

Era uma festa... do lado de cá, do palco, era uma GRANDE FESTA!

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Nas ruínas...

Sérgio Emanuel Super Star
Tirada pelo Rui aquando do nosso encontro em Vilar de Mouros, em Agosto de 1985.
Eu e o Jó andavamos na "Volta ao Minho". O Rui e o Nossa foram ter connosco (já postei uma foto, também do Rui, sobre isto: eu, o jó e o Nossa sentados num muro). Chovia como o caraças. Foi naquele dia em que fizemos o arroz com água do rio Coura (também já falei nisto algures).
Nota de roda-pé: Nesta altura o Nossa não falava comigo! Estavamos chateados... Quando ele queria dizer-me alguma coisa, ou referir-se a algo que me dizia respeito, falava a olhar para outras pessoas. Estas, claro, não percebiam nada (era do género "Ó meu, tás a falar comigo?!").

E agora, um pouco de humor sem malícia:

O Rui não sabia exactamente como era a minha tenda (era nova... mas pesava uns bons 10 Kg!). Tinha-lhe feito apenas uma pequena descrição pelo telefone. Por isso, quando o Rui e o Nossa chegaram ao parque de campismo de Vilar de Mouros e viram uma canadiana alta e azul disseram "está ali a tenda do Sérgio!". E mais: "aqueles sapatos à entrada só podem ser os do Jó!".

Com o seu estílo de sistemático pregador de partidas, o Rui avança para a tal canadiana azul, abre lentamente o fecho, mete discretamente a mão e agarra com toda a força um pé: "não largo! não largo!". E a seguir grita para o Nossa: "agarrei o pé do Jó!".

Não Rui! Não agarraste o pé do Jó! Agarraste o pé de uma rapariga que por acaso tinha ao lado um marido simpático que até achou piada à brincadeira. A minha tenda, que por acaso também era azul (as canadianas azuis eram raras!!!) estava mais acima, debaixo de uma macieira.
E os sapatos, está visto que não eram do Jó!
Quando finalmente nos reunimos, ficámos um bom bocado dentro da tenda a comer do chocolate que eu e o Jó tinhamos comprado em Tuí, comemos do chocolate que o Rui e o Nossa tinham e depois rimo-nos muito... eh! eh!
O tal arroz peganhento foi só à hora do almoço... mas ainda há algumas histórias engraçadas à volta da confecção deste arroz... talvez as conte depois.

Quartinho em obras de melhoramento


Já tinha levado um grande arranjo no telhado e outro na zona entre os dois volumes. Nesta noite, o Sérgio e o Nossa trataram de fazer um pequeno alpendre para evitar que a chuva entrasse pela porta.
Já há muito tinhamos alcatifa e o grafitti amarelo na fachada com as letras BKC.
Ao lado, as galinhas, os perús e o pato dormiam. Por pouco tempo.

Nas ruínas...


Outra foto. A mesma história.

A B C dos BKC

O abecedário chegou ao fim.
Mas não pararam as entradas de novas palavras. Não pares tu também de acrescentar coisas de que te lembres.


Como diziam na Rua Sésamo: "Bê de... BANANA!"... (e por aí fora)

Ensaio II

Nas ruínas...

Houve um momento em que o Quartinho foi abandonado. No fim de tudo.
Foi como se de repente todos (ou quase todos) tivessem fugido por causa de uma qualquer epidemia.
Depois as heras invadiram-no. Entraram pelas janelas. Depois o telhado cedeu porque as traves de madeira foram atacadas por milhões de carunchos.
Dois de nós íam lá de quando em quando. Faziam o ritual sonoro – na esperança de tudo voltar a ser como tinha sido – e saiam. Nada mais acontecia!
As nossas memórias e outras coisas penduradas nas paredes viviam naquele espaço bolorento. Mas íam sendo corroídas à medida que os dias passavam.
Um dia o telhado abateu. Depois foi arranjado. Mas então, o Quartinho deixou de ser o Quartinho e passou a ser um arrumo. As nossas memórias invisíveis ficaram lá (ainda lá estão). As coisas que estavam nas paredes morreram. Algumas, no entanto, ainda consegui salvar...

Um dia, pouco depois da avó ter morrido, fui olhar aquele pombal da minha infância pela última vez. A porta e as janelas estavam abertas. A videira, sob a qual tantas vezes tocámos, tinha crescido e abraçado a totalidade do telhado. Pequenos ramos que levantaram telhas pingavam para o interior como estalactites. Como na selva tropical.

Do que era nosso, restava lá dentro apenas uma caixa de madeira podre, feita há décadas pelo meu pai. Abri-a. Havia alguns fios eléctricos (para o que desse e viesse), havia alguma ferramenta enferrujada, havia um amplificador de marca Leisil, havia um prato-de-choque partido cosido com arame, havia letras de músicas e, para meu espanto, havia fotos que o Rui tinha levado para lá muitos anos antes. Foram feitas para uma exposição no Porto a que ele chamou “Para os meus amigos” ou coisa parecida. Cada foto tinha uma pequena quadra pendurada por baixo por fio de embrulho... um estílo muito “tardes na Pop Arte com pouco que fazer”.

Salvei tudo. Algumas das fotos já "postei". Outras ainda não. Agora "posto" esta porque vem a propósito...

Agudabá!

terça-feira, 2 de maio de 2006

Ensaio I

Tarantula

Vilar de Mouros 1982 II

Esta, também vale a pena estar aqui!...
Onde está o Wally?

Letra Z

"Coisa" Amarela sem Açaime...



Também baptizada "Balalaica Electroestática de Sérgio Mendes" pelo Carlos Nossa...

Lembraste?


Uma prenda do Rui. Num envelope. Há vários anos. É a foto de um vídeo Beta feito há milhões de anos. Ainda me apresento como primata imberbe.

Sérgio

As coisas são simples. Uma carta é uma carta. Espantado? Pois. As Photos? Sim, são aquelas duma tarde de domingo em que se foi ao quartinho. BKC. Banana. Killers. Company. Assim desfocado. Em instantâneo. Sem poses. À pressa. À pressa, como os nossos encontros. Before the winter begins. Photos. 3! Como as letras B, K, C. 3 olhares. 3 faces. 3 momentos. E para dar um risinho: 3 pares d' óculos.

As coisas são simples. Não há que complicar. Eles cresceram juntos. Correram, saltaram, pensaram, amaram, beberam, choraram, tocaram, riram. Juntos. E juntos choram a separação. Mas choram o quê? O irremediável facto de jamais a distância os separar? Maybe when spring returns, you can go and die.

LEMBRAR O PRINCÍPIO E DE COMO A FAMÍLIA CRESCEU E OS GAJOS DE VALADARES SE TORNARAM GRANDES.

Sejamos realistas: As coisas são simples. Uma carta é uma carta. Não há que complicar. Eles cresceram juntos. Espantado? Pois. Juntos. E ninguém os separa. Nem o tempo. Nem a distância. As coisas são simples e uma carta é uma carta. Escrevo-te como te poderia dar um abraço se aí estivesse.

AGUDABÁ!

Rui
(1988)

Posto aqui sem a autorização do autor. Mas ele não se deve importar. O que importa é trazer para o presente palavras como estas...

Link - Pandora

http://www.pandora.com/

Site interessante.
Uma espécie de jukebox que tenta afeiçoar-se ao tipo de música da preferência do seu utilizador.
Também uma forma de descobrir nova (e velha) música.

"Ever since we started the Music Genome Project, our friends would ask:
Can you help me discover more music that I'll like?
Those questions often evolved into great conversations. Each friend told us their favorite artists and songs, explored the music we suggested, gave us feedback, and we in turn made new suggestions. Everybody started joking that we were now their personal DJs.
We created Pandora so that we can have that same kind of conversation with you. "

Nossa

Letra Y

segunda-feira, 1 de maio de 2006

O que ando a ouvir


Jazz fresco. Electrónico q.b. Bom.

Vilar de Mouros 1982


Vilar de Mouros Festival, Portugal 7 August 1982

A foto não é minha. Copiei-a em http://www.cerysmaticfactory.info/duruttivilardemouros1982.html.
Creio reconhecer umas cabeças neste concerto dos Durutti Column...
Não me lembrava da camisola grená! Nem da das riscas tão clarinha!!!
O do casaco castanho será o Banana?

Letra W

Jó

sexta-feira, 28 de abril de 2006

LEMBRETE

Após a consulta de vários comments, sinto-me na obrigação de desenvolver, brevemente, estes três temas, pelo menos.

1. As fotos tipo-passe do Tio João
2. O roubo da Fava-rica
3. Quartinho T 1/2: Aventuras em Liliput

Um dia também poderei escrever sobre uma vez em que eu e outro amigo fumámos chá para ver o que acontecia! Mas isso fica para depois...

Verão de 1982


Porque o Rui falou nisto a propósito dos U2, na letra U, cá vai mais um souvenir. É o único bilhete que conservei, o da primeira noite. Os Heróis do Mar não apareceram e o público agradeceu aos santinhos com uma mega salva de palmas. Por isso entraram mais cedo os Echo and the Bunnyman, e depois os Stranglers. Tenho tantas memórias desta ida a Vilar de Mouros que se torna quase impossível contar pormenores desta aventura... Digo apenas que foi o acontecimento mais "peace and love" que vivi... Afinal, apenas 10 anos antes estava-se a sair dos Sixties!

Ah! É verdade: No fim deste concerto pedi 50 escudo emprestados à Diana para poder comprar o bilhete de comboio para regressar ao Porto. No entanto, acabei por apanhar boleia do Sr. José Cunha Gomes. Como não voltei a ver a Diana, gastei os 50 escudos em cerveja e sandes.

Por isso, Diana, ainda te devo 50 paus!

quinta-feira, 27 de abril de 2006

sexta-feira, 21 de abril de 2006

quarta-feira, 19 de abril de 2006

domingo, 16 de abril de 2006

Banana Murder

Um assassinato de banana na web.
Um enredo intrincado. Obscuro, mesmo.
Video.
http://www.baboontorturedivision.com/bonus/Creeping%20Banana.mov

(um de muitos filmes sobre bananas na internet!)

Link - South Park


Para quem gosta, um site cheio de coisas género "best of" das mortes do Kenny, letras das canções (e gravações para download), lista de "convidados" em alguns episódios, versões "south park" de personagens e personalidades várias, etc
http://www.planearium2.de/spikesnews/index.php

Destaque para a aplicação tipo "construa o seu próprio personagem do S.P.":
http://spstudio.linda.hosting-friends.de/spstudio4.html

sexta-feira, 14 de abril de 2006

quinta-feira, 13 de abril de 2006

cultura iconográfica musical


Tentem encontrar nomes de bandas nesta imagem (é a reprodução de um poster de uma editora).

Adianto-vos que tudo, mas tudo, tem significado.

Posso dizer que há quem tenha visto mais de 40 bandas...

(Posso enviar esta mesma imagem por email com uma dimensão maior, se o pretenderem)

Letra T


Abecedário dos BKC



Ainda não chegou ao fim (alguma vez chegará?) e mesmo as entradas de palavras para as letras que chegaram primeiro não páram de crescer.

Agora que vai entrar a letra T (de tabela?) eis um pequeno balanço do abecedário, neste momento:

A 10 - B 9 - C 14 - D 8 - E 7 - F 8 - G 5 - H 4 - I 3 - J 13 - K 4 - L 9 - M 12 - N 3 - O 7 - P 4 - Q 6 - R 3 - S 7

A letra com mais entradas até ao momento é a letra C (caramba!). E as com mais fraca participação são, de momento, as letras I, N e R. O total de entradas até agora é de 136 posts.

O abecedário tem-se mostrado um veículo para viajar no tempo, na memória e nos afectos. De A a Z :)

terça-feira, 11 de abril de 2006

Há...

um novo link no nosso blog.

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Link - Um Rendez Vous de Ferrari

Podia chamar-se um passeio de Ferrari por Paris às 06h00m, não fosse a vertigem da velocidade. É um pequeno filme feito sem truques e muita audácia!

http://video.google.com/videoplay?docid=2851488008488190547&q=lelouch

"On an August morning in 1978, French filmmaker Claude Lelouch mounted a gyro-stabilized camera to the bumper of a Ferrari 275 GTB and had a friend, a professional Formula 1 racer, drive at breakneck speed through the heart of Paris. The film was limited for technical reasons to 10 minutes; the course was from Porte Dauphine, through the Louvre, to the Basilica of Sacre Coeur. No streets were closed, for Lelouch was unable to obtain a permit. The driver completed the course in about 9 minutes, reaching nearly 140 MPH in some stretches. The footage reveals him running real red lights, nearly hitting real pedestrians, and driving the wrong way up real one-way streets. Upon showing the film in public for the first time, Lelouch was arrested. He has never revealed the identity of the driver, and the film went underground until a DVD release a few years ago."

Link - God is a D.J.

Vale a pena gastar 5 minutos a ver este pequeno filme!

http://www.youtube.com/watch_fullscreen?video_id=AW1jB0ey1ZE&l=491&fs=1&title=Spin%20dj%20is%20a%20god

Letra S

O meu telemovel tem um olho! 3


Bordalo Pinheiro, Lisboa. Set. 2005

Link - Desktop Blues

É bom tocar/cantar um pouco de blues de vez em quando (mesmo quem diz não saber fazê-lo). Experimentem!

http://www.desktopblues.lichtlabor.ch/

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Letra R

Link - Today's first pages

http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/

Primeiras páginas da imprensa em todo o mundo. Actualização diária.

José Cid

O meu telemovel tem um olho! 2


Campo de Ourique, Lisboa. Dez. 2005

S. Jacinto 1981

Ao longo da estrada
encontrámos uma gaja de respeito
olhámos para ela
e dissemos: "Ó Guida faz peito!"

Ó Guida faz peito,
Ó Guida faz peito
a frase é malcriada
mas manda respeito!


(esta "coisa" arrepia-me! Mas na época era divertida)

quinta-feira, 6 de abril de 2006

O meu telemovel tem um olho! 1

Junqueira, Lisboa. Fevereiro de 2006

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Link - Momento Mágico

Proponho visita sem explicar:
http://www.misteriojuvenil.com/piratas_momentomagico.htm

Logo verão que qualquer introdução só estraga a surpresa :)

terça-feira, 4 de abril de 2006