segunda-feira, 14 de julho de 2008

Neil Young, 2008


Desta vez sem chuva o Neil Young voltou a dar um grande concerto…

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Apresento-vos o meu Zoot

em acção...

Machado?!


Foto do Rui Lopes

I'm back

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A chegar a Cadavão

Há uns anos circulava no meu carro a uns 20 à hora numa confusão de trânsito na estrada velha para Espinho, onde é a academia de música do Hugo. A certa altura apercebo-me de um homem a correr ao lado direito do meu carro com um pequeno saco na mão. À medida que o trânsito ía avançando parecia-me que ele tentava apanhar uma camioneta que ía um pouco mais à frente naquela confusão. O homem era quase atropelado porque a camioneta preparava-se para virar à esquerda para Cadavão (antes da Quinta da Formiga) e ele teve de cruzar enviesado o trânsito todo.

Tinha um ar magricela e notava-se que a corrida lhe estava a custar. Quando o apanhei de novo do lado direito da estrada aproximei-me já com a janela aberta mas ele nem reparava em mim. Tive quase de lhe encostar o carro para lhe oferecer boleia sempre em andamento. Ele lá parou e respondeu que tinha que apanhar a tal camioneta.
“Entre” disse-lhe eu. E num estante apanhámos a camioneta seguindo-a até à primeira paragem. Durou uns 3 minutos, talvez.
Explicou-me apressadamente que a filha dele ía naquela camioneta com a ex-mulher e que ela não o deixava vê-la há uma série de tempo (ele disse-me quantos dias mas não me lembro).

Era de certeza alguém que trabalhava na construção civil. Tinha as calças sujas de cimento ou tinta, não me lembro bem. A camisa e os sapatos eram “novos”. Lembro-me de pensar que aqueles sapatos não ajudavam nada à corrida naquela velha estrada de paralelo grosso. O saco de plástico que tinha na mão devia ser a restante roupa do trabalho.
Deixou-me apressadamente saindo pela porta fora para acabar a corrida, agora mais curta. Disse-me que ela morava logo alí e que mal entrasse em casa já não conseguiria ver a filha.

É para comer...

Ontem de manhã, regressados de uma surfada, vi uma pessoa empoleirada num muro das traseiras de uma casa. Essa pessoa parecia tentar entrar sorrateiramente por entre os ramos de uma árvore no jardim.

Fizemos marcha atrás. Quando parámos a pessoa vira-se para nós e tentando desculpar-se com um sorriso amedrontado pergunta devagarinho tentando desesperadamente recolher alguma compreensão: “são vossos amigos?”.

Pareceu-me que a árvore junto ao muro alto onde se equilibrava podia ser de frutos e perguntei-lhe: “É para comer?” Ele não deve ter ouvido à primeira tal era a ansiedade. Perguntei de novo: “É para comer? Ele acena com a cabeça dizendo que sim e mostra mais uma vez devagarinho uma saca onde já teria alguns frutos. Mantinha aquele sorriso amedrontado. Tinha os olhos e o cabelo escuros. Conhecia-lhe a cara de algum lado e o V. também. Era da nossa geração e devia portanto ter uns quarenta.

Aquele olhar amedrontado ficou-me na memória e incomoda-me por isso deixo aqui escrito para ver se divido convosco.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Secret report: biofuel caused food crisis

Para quem não apanhou a notícia antes do destaque do Quaresma.
O jornal The Guardian revela estudo segundo o qual “…the EU and US drive for biofuels has had by far the biggest impact on food supply and prices”

““Without the increase in biofuels, global wheat and maize stocks would not have declined appreciably and price increases due to other factors would have been moderate,” says the report.”

Podem clicar aqui para ler:
http://www.guardian.co.uk/environment/2008/jul/03/biofuels.renewableenergy

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Fósforos

Sim, tenho a ver com este!...

domingo, 15 de junho de 2008

Baleia Azul


Eis um jogo diferente...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Nascemos para viver e não para ser Excelentes!

O fim último da vida não é a excelência!
(João Pereira Coutinho)

'Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.
Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas.
Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos.
Percebo porquê.Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.
Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito.
É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.
É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos.
Quanto mais queremos, mais desesperamos.
A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade.
O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

regressarei ao mundo brevemente

quarta-feira, 28 de maio de 2008

terça-feira, 27 de maio de 2008

segunda-feira, 5 de maio de 2008