quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sanatório Marítimo do Norte

















Quanto mais sei sobre este sanatório, mais quero saber.
E afinal porque está naquele estado?
As imagens acima pertencem a um artigo da revista "Osteófito" de Novembro de 2007

terça-feira, 31 de março de 2009

E voltei lá


à ESV (agora ESdr.FA).


Voltei lá através aqui do blogue e do convite que os moços do 8º me fizeram para os ir ver fazer coisas na festa de fim de período.
Simpáticos e educados como são tinham mandado um Cd com fotografias e um filminho de termos estado a "pesar e a medir sons".  E não é que os sacanas dos moços fizeram coisas à 8º ano?

Teatro em que eram primos e faziam de números. Desinibidos e com humor. Cantaram "Wild World" do Cat Stevens. Em coro e com as pernas a balançar, sentados na beira do palco, a olhar para os papéis das letras enquanto por trás, na tela, passava o karaoke... E estavam a gostar de cantar... como se aquela música fosse tão deles como é nossa!

Depois um dos moços disse as suas poesias. Com estilo e a entrega de quem gosta de poesia. (assim como a Célia e a João com o "cântico negro" do Régio, noutros tempos...) E o moço contou com à vontade a histórica de como a professora de português lhe tinha perguntado pelo messenger se fora realmente ele a escrever aquilo! E ele disse que sim, no messenger. E a professora voltava a perguntar, mas foste mesmo tu? E ele: "fui stora!" e acrescentou "é verdade stora! Olhe, já está a chorar! Não chore!" E a malta da turma bateu palmas à stora, de quem devem gostar muito.

Depois não pude ficar para o resto, mas eles estavam muito contentes e eu gostei bastante do que vi.

E terei todo o gosto de lá voltar. Melhor, aproveitarei qualquer oportunidade que se me ofereça para lá voltar... (talvez o "concurso da gritaria" que lhes propus. Um dia, com instrumentos de medição acústica, a ver quem tem, na escola toda, "a vozinha mais fininha" e o "vozeirão mais trovão"!)

Afinal ainda se sonha e gosta de poesia e de música na ESV. Parece que certas coisas não mudaram assim tanto. Pelo menos a banda sonora...

António Reis

Esquecimentos – Será que o foram?

Por Rui de Castro

Passou no dia 11 de Setembro o nono aniversário da morte do Poeta Cineasta António Reis, valadarense ilustre que, talvez porque sua terra dele injustamente se esqueceu, se esqueceu também dela, na medida em que, de há décadas, não tínhamos o prazer de ver por Valadares o "Toninho" Reis como por cá era conhecido em seus verdes anos.

António Reis viveu a sua meninice e juventude numa casa que existiu defronte do campo de jogos do Futebol Clube de Valadares, adjacente à antiga "loja do José Ribeiro" e no local onde depois foi construído um prédio que alojou uma barbearia (Albino Azevedo e Manuel Teles) e uma mercearia (Joaquim Nogueira da Rocha e actualmente a família de Ernesto Tavares).

Hoje o "Toninho" Reis seria considerado uma criança sobredotada. Ainda na Escola Régia, já os colegas, por dois tostões, podiam ver filmes mudos passados em máquinas de projectar por si construídas. E isto parece que diz tudo quanto à sua tendência para a arte cinematográfica e também para a arte nas suas diversas manifestações, sendo de realçar a poesia, também a eleita do seu coração, através da declamação que fazia primorosamente e, ainda, da publicação de uma vasta obra poética do maior nível artístico.

Sabem todos os valadarenses - ou se calhar nem o sabem - que os poetas Ary dos Santos e Adriano Correia de Oliveira, dois grandes artistas, sem dúvida, têm os seus nomes perpetuados em ruas de Valadares, mas não conseguimos compreender como é que um filho da terra, com o nome de António Reis, esqueceu aos responsáveis por estas "ninharias" da cultura e da justiça que deviam prestar homenagem aos filhos de uma terra que em vida a souberam dignificar. Ainda está a tempo. Será que Ary dos Santos sabia onde é Valadares de Gaia?

Talvez venha a talhe de foice e por idênticas razões atrás apontadas, referir que Guilherme Camarinha, um artista plástico de nível mundial que nasceu em Valadares, embora pouco tempo cá tenha vivido, não tenha ainda merecido uma qualquer referência na toponímia local.

Mas há mais! Muitos mais! E nisso haveremos de falar proximamente.

Valadares está inçada, pelo menos na zona litoral, por nomes de navegadores. Facto que, se é como é, muito louvável, enferma, no entanto, pela sua demasia e falta de sentido local, parecendo-nos, por isso, que deveria ser assunto a rever. Só de Vasco(s) da Gama... é uma fartura!”.

Inicialmente publicado em Orfeão 8 (Janeiro de 2001), Valadares, Orfeão de Valadares, p. 6.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mais ESV

Clicar na foto que tem a sua piada



Os meus olhos já mingaram. Já posso escrever. Explicando: troquei um colírio por outro e as minhas pupilas ficaram do tamanho de azeitonas durante seis dias! Azelhice...

XX
Mas o que me levou a postar neste preciso momento foi a leitura do texto do Jó e do comentário do Rui. De facto, há muito que não falavamos da ESV. Talvez por isso o post do Jó tenha caído tão bem...
XX

Há meia dúzia de anos fui com uma malta que não tinha nada a ver fazer um jogo de basquete lá no liceu. Num domingo à tarde, talvez. Quando a certa altura o cansaço me deixou em "quase-coma", resolvi ir dar uma volta pelos locais onde dantes "pousavamos". Quando cheguei ao "pouso" principal, junto às janelas da sala 27, vi que numa das vigas de betão - naquelas que suportam as placas de fibrocimento - estavam escritos os nossos nomes a giz e, claro, BKC. Foi uma sensação incrível. De apropriação. De perenidade. De viagem no tempo.
XXX
De repente vi o murete onde nos sentavamos cheio de gente, amigos e colegas, pastas, mochilas e capacetes. Uns sentados, outros deitados. Ao sol. Vi lá pousada uma caixa de lata avermelhada que eu usava para guardar o material de Arte e Design, onde escreveram a marcador de acetato esdroje e chemanata... Ouvi no silêncio daquele domingo o reboliço frenético do intervalo grande. E de súbito alguém que me perguntava se eu ia dar tiro...
XX

Lembro-me bem que foi o Nossa que escreveu a pedido os nossos nomes na viga. A façanha foi pendurar-se com uma mão e escrever com a outra. E assim lá ficaram nomes como Xaninha, João, Mónica, Rui, Jorge... Ficaram lá décadas.
XX

Há relativamente pouco tempo voltei à Escola. Já não me lembro por que razão. Fui espreitar a viga... já não existíamos.
XXX

E ao que parece, tudo vai deixar de existir: pelo que me disse o Jó, o Liceu há-de ir abaixo... Tal como fizeram os alemães com o muro de Berlim, também nós iremos guardar um pedacinho de betão para mais tarde recordar. Mas neste caso, uma época do caraças!
XX

PS. Alguém sabe porque é que a ESV se chama Joaquim Ferreira Alves? Com todo o respeito que possa ter pelo senhor, nunca percebi qual a relação...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Muito nabo na ESV

é o que eu sou nabo aqui, na coisa do blog.

apenas aqui, porque no resto até não me dou mal com os computadores e a internet e tal... mas isto é mal da geração. ainda hoje a prima que é médica, um pouco mais velha que eu, se queixava que não aprendera nada disto na escola e preferia usar o tempo a ver doentes do que a tentar fazer coisas no computador. um ano mais que eu!!! colega do nossa!!! info-excluída!!!

tinha prometido. aqui vai na minha nabice bloguística e de jó.
regressei à ESV há pouco tempo para "pesar e medir o som", com duas turmas do 8º ano. coisa de ciência e de acústica...
não havia prado. estavam lá carros estacionados.
o porteiro foi da minha turma. não me lembrava do nome, mas lembrava-me que já na altura usava o casaco pousado em cima dos ombros, tinha as mãos nos bolsos e um fino bigode... pareceu-me que eu é que tinha estado ausente muito tempo. ele estivera sempre por ali...
não cheguei senão à primeira porta onde se pode entrar agora. não existia quando lá éramos alunos...
havia uma escada para o primeiro andar, onde os bck chegaram a tocar. não vi a professora ana maria, nem a olímpia... nem a esperança, nem o barbosa "estás nervosa?". muito menos a mota na papelaria...
não faço ideia se há associação de estudantes ou se no carnaval alguém atira sacos cheios de água a alguém, ou se há "peidinhos engarrafados". provavelmente ninguém de lá sabe o que é o "games" ou "caemes"... e o "brilhantina" é só uma resplandecente recordação da nossa passagem ali. "já teminou o seu período lectivo?"... ninguém me perguntou, e que pena tive!

disse aos alunos - que educadamente me chegaram para pesarmos e medirmos sons - que ali tinha aprendido algumas coisas das mais importantes da minha vida. e vieram-me lágrimas aos olhos, caraças!!! vocês só estavam ali na minha memória, caraças... não me mandaram à merda nem um beijo na boca, ou um torrão ao focinho, nem me mandaram um ovo à cabeça ou disseram que era feriado a português, caraças... fiquei emocionado a pensar o que é que me tinha acontecido assim tão bom, ali!!!
foram vocês, caraças! foi o que melhor que me aconteceu!!! ter-vos perto e aos professores intemporais dos anos oitenta. tantos e tão bons!
deixo aqui o repto de os nomearem. nomeio apenas o "prancha" e a "amélia", para aperitivo...
ficais com a incumbência de lembrar aqui os PROFESSORES fantásticos (e os outros, que também nos marcaram!!!!) que tivemos na ESV!

pois com os moços do 8º estivemos para ali a falar, a preparar "o português do futuro", mais esclarecido em ciência e acústica, mais feliz de ciência (e ainda bem!!!), com menos "antónias", e eu também contente.
faltamos lá todos. eu e vocês que jogámos reiguebi em duas equipas de "bêbados e drógádos". eu e vocês que fomos a passeios que, entre outras coisas, passavam pelos alpes e o algarve.

pois talvez se saiba mais de acústica naquela escola, mas ainda não se sabe tanto sobre mugustos e motas como já se soubo no passado...
falta a vossa ajuda para que se reconstrua aqui ainda mais uns poucos dessa memória incial da ESV, em 1978/9 !!!

J
 7º E, 8º F, 9º E, 10ºB, 11º A, 12º A... (1978/9 e por aí adiante!)

É do caraças...

Rui,

tal como eu tenho a difícil incumbência de arranjar noiva condizente para um amigo goês (há cerca de 8 infrutíferos anos...) por encomenda pai dele... também tu ficas com a incumbência de fazer uma cena cinematográfica musical com a intensidade desta... tens mais vinte e cinco anos para o fazeres!!!!
Eu colaboro no que achares bem!

Abraço

J

sexta-feira, 20 de março de 2009

Almoçou Rato Demais

É possível fazer algo de útil com os Pearl Jam que não involva uma central de incineração e/ou tampões para os ouvidos e/ou a confiscação dos instrumentos por ordem do tribunal? É possível. Vejam:

sexta-feira, 6 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

Bio Ria

Quem quer vai. É fácil e não se paga.


É um local fantástico para um passeio óptimo em família ou em turma, a pé ou de bicicleta.
Bio Ria, em Salreu, perto de Estarreja. Na área de influência da Ria de Aveiro.

Estivemos lá terça, dia de Carnaval, e ficámos muito bem impressionados. Fomos com as bicicletas no combóio desde Miramar até Salreu. Óptimo, sem problema. As bicicletas não pagam (embora estejam sujeitas à autorização do revisor para serem transportadas). Regressámos da mesma maneira.
O início e fim do percurso BIORIA  é a 400 metros do apeadeiro de Salreu. Não tem nada que saber. O centro de acolhimento ainda está em construção, por isso não há ninguém, se não se tiver combinado previamente. Pode-se marcar antecipadamente uma visita. Penso que é com a câmara municipal, de qualquer forma o "site" tem essa informação. Lá no local a informação está escrita nos placards que vão acompanhando o percurso. Também está na internet.

O percurso é muito bonito, variado e sempre plano. Não tem quase sombras. Só no início e a meio dos 8,5 kms do percurso. Vêem-se permanentemente aves de todas as espécies. Ouvem-se muitos tipos animais. A natureza é verdadeiramente portentosa, naquele sítio. Passa-se por arrozais, sapais, canaviais, margem do rio, etc. Disseram-nos que as melhores horas são o amanhecer e o entardecer quando os animais estão mais activos.
Nós vimos águias de vários tipos, milhafres, garças de várias espécies, gaivinas, patos de várias espécies, muitas aves pequenas que não distinguimos mas que incluem felosas, rouxinóis, etc. Milhões de rãs, etc. Gostámos imenso. Começámos o percurso de bicicleta cerca das 10:30 e terminámos c. das 13:00. Parámos muitas vezes a ver as aves, as plantas e animais e para fazer piquenique. Andámos sempre com vagar. A pé demora-se seguramente 3 horas (talvez para mais) Pareceu ideal para fazer actividades de jovens: com bicicleta ou sem bicicleta (a M acha que é muito comprido para fazer a pé, mas deve ser porque tem um bocado de preguiça... Na realidade ela gostou muito de fazer o percurso de bicicleta com as primas) com famílias (o percurso todo é demorado, mas pode fazer-se apenas uma parte e regressar para trás) ou sem famílias.


Quem dera lá poder estar todos os dias...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Que saudades!!!!

ora cá estou de volta

Esta cena da blogosfera não me parece muito...

Como não venho aqui regulamente escrever esqueço-me das senhas e de como é que isso se faz.
Valeu-me o Nossa que me mandou um convite para entrar em casa... Já andava totalmente perdido. Mas os amigos são para isto mesmo: para nos darem orientação.
Dos que andam aqui, todos ma dão. dia após dia.

Tenho que sair, mas se não me esquecer venho cá daqui a bocado e conto como foi hoje regressar à ESV para dinamizar uma actividade de "Pesar e Medir Som" com as turmas A e B do 8º...
Incrível! Quase chorei!

Até breve e vamos lá a ver se isto fica ou não fica postado!


Enviado pelo Rui L.

domingo, 1 de março de 2009

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Tempo

Acho que nunca calhou ouvirmos John Martyn quando nos juntávamos com discos em casa (a dele e a da avó) do Sérgio, ou no escritório ou na casa do Luís. (As saudades estúpidas que tenho de fazer isso.) Acho que ninguém tinha discos dele, nem acho que alguma vez o nome dele se tenha metido em alguma conversa. A perda é toda nossa.

Ele, John Martyn, morreu a 29 de Janeiro, aos 60 anos. Era uma personagem irrascível (são bem empregues todos os minutos que queiram investir a ler esta história do homem) que cometia o milagre de fazer música etérea.

"Bless the Weather" porque o dia que agora acabou foi um dia em que deu vontade de dizer isso várias vezes - mas um dia que passei quase todo fechado no quarto na Praça de Londres, a ouvir a discografia completa dos Mão Morta (trabalho oblige - e não me importava que o trabalho fosse sempre assim, tão simpático comigo) enquanto a L. e a S. se vestiram de bruxas e foram atirar serpentinas a outras bruxas e abelhas e miúdos-aranha e super-catraios & etc. para a beira-mar, algures por Valadares. "Bless the Weather" entre um "Bófia", um "Facas em Sangue" e um "Anarquista Duval".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Um brilhante contributo...

"(...) A Arqueologia também 'empresta' os seus métodos à Antropologia médico-legal ou forense: Bill Haglung (...) mostra aqui [no livro] o admirável trabalho efectuado pela ONG Physicians for the Human Rights nas valas comuns argentinas, jugoslavas, ruandesas e kosovares. Esta Arqueologia específica dialoga com o abjecto, o inadjectivável, o impensável, o indisível... Por isso, ela deve ser exercida para dar aos tribunais penais os elementos de prova requeridos pela administração da justiça, e para permitir aos sobreviventes fazer o luto dos entes próximos. Nós preferiamos que a nossa época se dedicasse apenas aos neandertais, ao Homo erectus e ao Neolítico; mas é preciso que o nosso século faça também a arqueologia dos genocídeos".

Jean-Paul Demoule (2008) L' Avenir du Passé. Modernité de l'Archeologie, Inrap/ La Découverte, p. 12 (tradução livre feita por moi-même).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Proposta para cartaz eleitoral

A propósito de uma brincadeira (troca de e-mails entre a malta), desenhei vários cartazes para acompanharem uma eventual candidatura à junta de freguesia cá da nossa terra (adoro esta expressão... cheira a vinho!). Confesso que acho que este até ficou fixe!
Que não me levem a mal os fregueses convictos... Afinal em Valadares não há só sanitas. Há também os urinóis. Eh! Eh!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Space Oddity -

This is the original video to the song Space Oddity. It was one 7ths of bowie's promotional film Love You Till Tuesday

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Touch Me - The Doors

Agenda de concertos em Portugal




As Tears Go By


Excerto do filme 'Made in the USA' (1966) realizado por Jean-Luc Godard. Marianne Faithfull canta 'As Tears Go By'.

Mulheres e Revolução


Palavras Ditas 2, poema de Maria Velho da Costa

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Nasceu um novo blog


O blog da Cristina começou hoje a funcionar. Ainda está quentinho. Chama-se "tabula rasa" (no sentido Lockiano). Apareçam por lá e, a seu tempo, comecem a comentar.
A partir de hoje passa a figurar nos nossos links.
Agudabá.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Duffy Duck - Duck Amuck

O mais louco personagem da Warner Bros num episódio fora do comum.

Canto de pássaros

E que bem cantam!

domingo, 11 de janeiro de 2009

4

Entramos agora no quarto ano deste blog (a atestar pelo gráfico acima, não estamos num momento nada mau).
Tem sido bom encontrarmo-nos por aqui.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Rachel's

Esta é a música que ouço agora... é um daqueles cd's que está muito tempo na prateleira mas que volta e meia gira, gira, gira sem parar...

BOM ANO.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Ele aí está

Um novinho, a estrear. Que lhe façamos bom uso.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Almoço de Natal


A malta - Jó, Nossa, Artur, Vasco G e Sérgio - almoçou hoje em Miramar e deu duas de letra. É uma tradição que se vai cumprindo desde há uns anitos.
O Vasco G não aparece nas fotos porque já tinha ido embora por causa do "apelo do mar"... Parece que estavam a dar ondas em Rocky Point... Se fossem chocolates ainda se compreendia! ;)

Até ao próximo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Estações e Apeadeiros, entre Santa Apolónia e Campanhã

Não é um episódio particularmente mirabolante (confesso que desses até os tenho em razoável quantidade) e relato-o aqui pela graça de terem passado apenas umas horas e pela combinação de duas coisas.
Por estranho que pareça consegui atravessar praticamente toda a cidade de Lisboa (dos Olivais ao Conde Redondo) sem passar por uma única ATM, necessidade premente para a missão que me movia. E, só por isso me apeei da mota e fui tentar a sorte num estranho Centro Comercial a poucos metros do meu destino. Entrei e 7 segundos depois saí (o segurança dissipou-me a esperança de satisfazer ali a minha necessidade). Aos 9 segundos esbarro com alguém que diz ”Ruuuui!”. Não queria acreditar em quem os meus olhos viam! Anos e anos sem se cruzarem e assim de repente, pafff, num acaso como tantas coisas boas nesta vida, outro par de olhos, brilhantes e sorridentes: a Lena viajante incansável de muitos comboios, (umas vezes Léna, outras Lêna, conforme a latitude das estações e a sobriedade do interlocutor). Trocamos noticias rápidas enquanto nos alegrávamos pelo encontro e prometemos um novo ligeiramente mais planeado. Monto de alma cheia na celestina e vou ao Multibanco que me indicaram. Tiro o cartão do bolso e… qual é a palavra que se me salta aos olhos no meio de tantas outras?
Não resisti. E tirei uma fotografia. Assim mesmo, com a minha sombra cabeçuda, sem tirar o capacete. E uma alegria imensa que as sombras quase sempre ignoram.

(Na parede da caixa multibanco, numa esquina da rua Duque de Loulé, um sem fim de nomes de terras. Valadares saltava-me aos olhos, vá se lá saber...)



Que somos

sábado, 20 de dezembro de 2008

John Cage - Water Walk

John Cage performing "Water Walk" in January, 1960 on the popular TV show I've Got A Secret.

"At the time, Cage was teaching Experimental Composition at New York City's New School. Eight years beyond 4:33, he was (as our smoking MC informs us) the most controversial figure in the musical world at that time. His first performance on national television was originally scored to include five radios, but a union dispute on the CBS set prevented any of the radios from being plugged in to the wall. Cage gleefully smacks and tosses the radios instead of turning them on and off.While treating Cage as something of a freak, the show also treats him fairly reverentially, cancelling the regular game show format to allow Cage the chance to perform his entire piece. "

Dedicado ao Jó.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Milton Glaser, designer of "I heart NY" #2

Milton Glaser, designer of "I heart NY" #1



"Photo by Eric Johnson, Glaser said of this quote: "It's the most intelligent and appropriate thing I've ever heard about the nature of love, particularly at a time of overwhelming narcissism.""
A fotografia e o texto foram retirados daqui: http://www.flickr.com/photos/76104785@N00/12694074/

Farewell kiss #2





Pois claro.

Stefan Sagmeister: Things I have learned in my life so far

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

iPaper

Em www.scribd.com encontra-se muita "papelada" em PDF.
Fica aqui o link que vos pode ser útil.

O que vem aí? #2





















Este post é uma continuação dos comentários ao post de ontem "O que vem aí?" O meu texto é demasiado grande para caber nos comentários desse post. Leiam lá primeiro e depois se quiserem continuem aqui.

...

OK. Cada um come o que quer. E tal como diz o povo. Nada de emprenhar pelos ouvidos. Cada um que faça o trabalho de casa.
Mas deixamos os media em roda livre?! ... a emprenhar os ouvidos dos outros!?

Quase todos os dias nos põem notícias nas televisões e nos jornais que não são rigorosas e muitas vezes até são mentiras.
Seria tão fácil dar exemplos como este, repentinamente tão actual. Há uns tempos o Expresso publica uma entrevista a João Cravinho sobre a corrupção em Portugal e atribui-lhe uma ideia que ele diz não corresponder ao que afirmou nessa entrevista. É numa outra entrevista mais tarde num programa da RTP2 sobre o mesmo tema que ele faz essa acusação repondo a verdade e encolhendo os ombros em relação à mentira que ficou. Já agora lembro que ele concluía que a “corrupção em Portugal está bem e recomenda-se”... Isto foi há uns tempos. E nós a vê-los agora a passar.

Não podemos contornar o facto de os media terem o papel decisivo na percepção que as pessoas têm do mundo que as rodeia. E é muitas vezes a partir desse retrato do mundo que iniciamos as nossas reflexões e julgamentos. Que será de nós se não formos mais exigentes com os (nossos) media?

Eu aproveito o que ocorreu num programa da televisão pública com o insuspeito D. José Policarpo para dar um exemplo. Trata-se de um programa de elevadíssima audiência numa televisão pública e a "jornalista" repetia uma mentira.

Volto a lembrar que muito me agradaria que os bispos e o próprio Papa fossem contra esta ministra da educação, mas tal facto era mentira e daí o meu espanto pela "jornalista" difundir informação errada. Só a (vamos chamar-lhe)“elegância” de D. José Policarpo o impediu de corrijir a jornalista na primeira vez. E é tal o desconforto quando a ouve a segunda vez que até se justifica antes de a desmentir. Vale a pena rever a 2ª parte do programa no site da RTP para ver a cara de espanto e desconcerto de D. José Policarpo.
Se calhar o tal bispo presidente da Conferência Episcopal também já desmentiu essas notícias e esclareceu que a posição era "pessoal e intransmissível", mas isso ninguém leu, pois não? Nem a "jornalista" do Prós e Contras. Se calhar encolheu os ombros como o Cravinho. Se calhar. Se calhar.


É pena que os programas que debatem as questões relacionadas com a informação nos media, como o "Clube de jornalistas", estejam "escondidos" na RTP2 a uma hora que ninguém consegue ver. Ou que as melhores entrevistas apareçam à hora da novela.

Quanto à mentira sobre a avaliação dos professores que, tristemente, reconheço ter colado, remeto para o artigo do José Gil que coloco neste post. Tal como as palavras de D. José Policarpo mereciam ser escutadas letra a letra, também o texto de José Gil merece ser lido com muita atenção. (jura!!!)

A contestação dos professores é muito interessante, ultrapassa muito a questão da avaliação e muito as questões corporativas. Essas questões também estão lá naturalmente e legitimamente.

E quanto ao modelo de avaliação apetece-me fazer uma pergunta. Assumamos que o ensino secundário privado, (goste-se ou não), leva a sério a formação dos seus alunos. Alguém acredita que nessas escolas optassem por um modelo de avaliação que tornasse a vida do professor na sua escola num inferno?

Mónica, se te apetecer lê o José Gil e depois manda lá porrada :)

Noutro dia vi um filme interessante na televisão que abordava também o poder da mentira nos media e os interesses que essa mentira serve. "Mr. Smith Goes to Washington" de Frank Capra, 1939.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Que os vossos desejos se cumpram...


Minipreço !!!


Devem ter trocado os papéis!!!! O projecto devia estar destinado a um centro de arte moderna qualquer e fizeram um Minipreço! Fezada! Curto ver a boa arquitectura ao serviço do cidadão comum (pois esta expressão soa mal mas tem de ser).
Ainda por cima com vista sobre as Fontaínhas!
Pronto. Fica no roteiro de quem gosta de arquitectura!

O que vem aí?

Ontem no Prós e Contras a "jornalista" introduz na formulação de uma pergunta a D. José Policarpo a seguinte afirmação: "a Conferência Episcopal manifestou o seu apoio à posição dos professores".
Este — percebe-se a seguir — decide ignorar a afirmação e responde à pergunta.
De novo a jornalista lembra que saiu em todos os media que: a ”Conferência Episcopal manifestou o seu apoio à posição dos professores"
Desta vez D. José Policarpo, dizendo que já por duas vezes a "jornalista" tinha dito aquilo então teria de a corrijir. Tal facto não tinha sucedido. Um bispo, por sinal o presidente em exercício da tal Conferência Episcopal", recebeu os professores a título pessoal. A Conferência Episcopal não foi tida nem achada nesse assunto.
Acrescenta mais tarde que o jornalista — no sentido "os jornalistas" acho eu — sabia que tal não tinha acontecido... depois extrapola para referindo-se à necessidade que os media têm de "sublinhar" as notícias.
(se conseguir coloco aqui estractos do vídeo)

Muito me agradaria que a sociedade em peso percebesse definitivamnte a razão dos professores, mas há algo que já fede neste jornalismo abjecto. Lembremo-nos que este programa tem enormes audiências... apesar da novela com o nome tão sugestivo “Podia acabar o mundo” estar a passar aquela hora na concorrência.

Ora o programa era sobre a crise e questionava sobre o que vem aí e como estar preparado. Campos e Cunha dizia que era necessário de novo descobrir e ensinar a filosofia. Ensinar a pensar. É um economista que diz isto aos seus alunos.

Quando a percepção do mundo que os media nos dão é uma espécie de fast food que nos engorda de factos apetitosos que muitas vezes não acontecem e muitas vezes não procuramos compreender verdadeiramente dando-nos a ilusão que estamos informados, a resposta ao que vem aí é fácil, não é?

Os resultados são previsíveis e o "demasiadas vezes intermitente" Mário Soares vem hoje falar na possibilidade de ocorrerem revoltas sociais.

E o que de novo terão estas revoltas sociais?
Têm um novo tipo de pessoas educadas nesta nova “pirâmide” da formação do indivíduo onde no topo estão os valores do facilitismo, do egoismo, da competição, da apatia, do consumismo, da acumulação, da insensibilidade, e finalmente da ignorância.
Estou a imaginar um Maio de 68 mas ao contrário.

E era aqui que os professores entravam... se não estivessem a correr com eles.
Como é que estes patifes não percebem que ao destruir a escola estão a destruir a liberdade? E que nem nos “guetos” onde imaginam envelhecer estarão a salvo.

domingo, 14 de dezembro de 2008

O que ando a ouvir

...entre outras coisas. Como sempre e como todos nós.

Dead Combo - "Quando a alma não é pequena"
Patti Smith - "Twelve"
Tom Waits - "Blue Valentine"
Jean Gabin - "Je Sais"
Carlos Libedinsky - "Narcotango"
Cat Power - "The Peel sessions"
Gil Scott-Heron - "The revolution will not be televised"
Supreme NTM - "best of"
Monsieur Gainsbourg - "revisited"

False Flags

Droga polaca


Há imensa droga na rua, na Polónia. Vi-o com os meus próprios olhos.

Wingsuit Base Jumpers Believe They Can Fly—and They Can


wingsuit base jumping from doubleA on Vimeo.

"This is a farewell kiss, you dog"

http://www.youtube.com/watch?v=duLds-TZMGw
Os comentários são imperdíveis.
Eis um " I have to hand it to Bush, that was some kung fu master reaction time there..."

Stand by Me - around the world

sábado, 13 de dezembro de 2008

Mais um! *****

RePost

Sem pedir ao autor, coloco aqui abaixo um post de Janeiro de 2006Primeira Manhã

Deve ter sido perto de umas férias escolares de Natal. Éramos bem putos. Apanhámos a mania de ir à praia, a pé, às 6 da manhã. Passear. Ter uma aventura. Aproveitar a natureza, quebrar a rotina (que por sinal era ainda bem pouco rotineira...), sei lá fazer o quê.
Acordávamos, telefonávamos uns aos outros ou faziamos sinais de luz pré combinados e saíamos de casa. Ainda noite. Depois íamos ter a casa de um e juntos metíamos pés ao caminho. A 109, larguíssima para o nosso tamanho, estava deserta àquela hora e podíamo-nos deitar no chão e rebolar. Falávamos o tempo todo do caminho. E inventávamos tudo e mais alguma coisa. Chegávamos à praia perto do nascer do sol. Deserta. Carros praticamente não havia. Areia selvagem, mar batido e furioso umas vezes, outras não. Gaivotas frequentemente. E o cheiro... o frio da manhã e da aragem, a luz e a cor do nosso mar de Valadares ou Francelos...
Lembro a primeira manhã que fiz isso com o Sérgio. Eram férias de natal. Quando chegámos à praia, ficámos deslumbrados. Com uma sensação enorme de liberdade. Eessencialmente corremos atrás das gaivotas e gritámos palavrões. Sim, isso, sem censura. Gritámos para o mar e para as ondas, num acesso espontâneo, instântaneo e intensíssimo de liberdade experimentada e gozada.
Tenho a fotografia na cabeça.
Regressámos outra vez a pé. Aparentemente demorámos muito. Parecia tardíssimo. Estranhamente eram 11 da manhã quando entrei em casa.
Primeira manhã...

O Bairro Herculano


Está bem escondidinho. Descobri-o há pouco tempo. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O que estou a ouvir

www.radarlisboa.fm
/A Hora do Lobo / António Sérgio /em directo de 2ª a 6ª 23h - 01h

Venham daí as vossas listas de programas favoritos...
Vale desde os tempos da escola...
E ajudem-me a lembrar qual era o programa das noites de domingo com patrocínio de um cristal?!?!?

O que ando a ler


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Getting (b)old

Sobre o resto, dispenso-me a comentar. Mas reparo que este blog vai entrar no seu quarto ano!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Parabéns!
























Porra! Fui à Linha do Norte dar conta que o "pai" deste blog fez anos na quinta-feira, dia 4 de Dezembro.
Aqui ficam os parabéns atrasados.
Deves ter feito 42. Certo?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

domingo, 30 de novembro de 2008

À espera

Zurique. 16.30h
Estou a levar uma seca monumental numa escala que me trouxe a este aeroporto. E a este pais, onde cheguei e de onde parti mais vezes do que qualquer outro, na razao inversamente proporcional do que realmente conheci dele. Estes periodos entre voos sao sempre uma tortura em lume brando. A sensacao de estarmos obrigados a ficar numa bolha de vidro, invariavelmente no meio de um pais qualquer, a assistir as deambulacoes de outros passageiros como nos, acossados pelo consumismo de freeshop e por essas listas de destinos que nao param nem nunca mais vao parar enquanto houver humanidade.
As escalas sao uma especie de purgatorio dos viajantes. E dao vontade de preferir o inferno.
Algumas vezes, nestes momentos de estupidez, experimentei esconder um papel num qualquer esconderijo do aeroporto pela graca de o reencontrar, passadas semanas ou meses, no mesmo sitio. Normalmente um pensamento simples (ou nao) que pudesse ter repercussão num outro momento. Um recado do passado a tentar uma provocacao. Gerar outra coisa. - O choque entre um emissor e um receptor que so nao e' exactamente a mesma pessoa devido a accao do tempo e das circunstancias. Melhor ainda porque o segundo nao se lembra do q escreveu o primeiro.
Os aeroportos nao tem muitos recantos que se prestem a este jogo, por isso nao e' facil. Muitas vezes o minusculo papel desaparece. O ultimo, em Turim, era um recado para outra pessoa, que acabou por mudar o voo, e que tentei recuperar cinco meses depois. Esse, tenho a certeza que foi lido. Mas mais nao sei.
Neste aeroprto, onde ja vim muitas vezes, nao me lembro agora onde escondi um pensamento do passado (te-lo-ei feito?). E uma vez mais so me resta especular se ele chegou a gerar alguma coisa ao ser lido por alguem (se foi), se foi banido com o resto dos detritos da passagem de outros viajantes, ou se continua por ai, entalado num minusculo sitio secreto. À espera.
Como eu.

sábado, 29 de novembro de 2008

Le Grand Détournement a.k.a. La Classe Américaine

"Le train de tes injures roule sur le rail de mon indifférence."

"La Classe Américaine" ou "Le Grand Détournement" é um filme de 1993 realizado por Michel Hazanavicius e Dominique Mézerette composto de extratos de velhos filmes da Warner montados e dobrados por forma a criarem um novo filme.

Este filme de culto nunca teve edição comercial e apenas teve duas exibições oficiais (uma em 1993 e outra em 2004) . Alguns trechos, como este, circulam actualmente na internet.

Nas comemorações dos seus 100 anos, a Warner teve a imprudente ideia de autorizar o Canal+ (França) a utilizar extractos do seu catálogo (cerca de 3000 títulos) com vista a realizar um pequeno filme comercial. Ainda assim com algumas pequenas recomendações: não tocar, entre outros, nem no Clint Eastwood nem no Stanley Kubrick. Perante tal possibilidade foi feito este filme, dobrado pelas vozes que em França os actores do filme são conhecidos.

(Há muito mais info sobre este filme na net, como é evidente. Esta foi retirada da wikipedia franc)

Li hoje

"O homem que pagou 1300 euros para se chamar Camelo"

Um empresário de Santa Marta de Portuzelo, em Viana do Castelo, concretizou em Setembro o sonho de se chamar Camelo. Espera agora, ansiosamente, a chegada do seu cartão de cidadão onde já constará o insólito apelido. "Desde 17 de Setembro que já sou um verdadeiro Camelo", disse, à Lusa, com orgulho e humor.Até aqui, o empresário de 65 anos (dono do restaurante O Camelo na sua terra natal) chamava-se apenas António Martins da Rocha, mas a partir de agora, após um processo burocrático que durou mais de oito meses e que lhe custou 1300 euros, já assina António Martins da Rocha Camelo. "Estava na Feira da Gastronomia de Santarém quando fui notificado de que o Ministério da Justiça tinha ratificado o meu novo apelido. Fiquei tão contente que vim logo a Viana do Castelo, pedir a minha certidão de Camelo." "Pedi-a a 5 de Novembro, mas ainda não chegou. Vou lá praticamente todos os dias porque não vejo a hora de ter em mãos o meu verdadeiro 'atestado' de Camelo", acrescenta. Até porque este é um apelido que tem a virtude de transformar um eventual insulto numa "cordial" saudação: "Imagine que vou a conduzir, faço uma manobra perigosa e alguém do lado me grita 'camelo'. Em vez de ficar ofendido, eu limito-me a cumprimentá-lo também." António Martins da Rocha nasceu a 15 de Fevereiro de 1943, mas os pais foram "terminantemente proibidos" por um padre amigo da família de o registar como Camelo, que era o último apelido da mãe, cometendo ele mesmo o mesmo erro ao não dar o apelido de Camelo aos seus dois filhos. "Aí sim, aí é que eu fui um grande camelo", salienta. No entanto já conseguiu "meter" o apelido nos nomes das duas netas. Entretanto, o empresário espera pela prenda mais desejada: um verdadeiro animal de duas bossas que comprou no Senegal, por 3750 euros, e que viajará para Portugal de avião.
n'"O Público"

Lindo.
Faz-me lembrar uma história muito antiga.

Afonso Rema

É sempre bom ver os símbolos e os sinais da nossa adolescência ganharam estatuto. Neste caso, o prof. Afonso Rema, que foi distinguido pelo prémio Mérito de Carreira. Reformou-se. Quantos professores apaixonados haverá ainda como ele?

http://www.min-edu.pt/np3/2859.html

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O que pensam dos downloads ilegais?

Sois utilizadores?

-a) dói-vos a consciência?
- b) apesar disso, têm benefícios?

Têm tempo para ouvir tudo aquilo que abusam anonimamente?

Estas são as dúvidas de quem nasceu no século XX e sobrevive na 1ª década do XXI.

No meu tempo, havia as edições portuguesas e as outras, as que se traziam de fora, ou se pediam a quem ia fora, ou se pagavam a peso de ouro em 1 - 2 discotecas. Hoje, até em Plutão se pode descarregar a versão remix daquele grupo de Irkutsk cujas mães nem sabem que eles tocam.

Não é o mundo que é fabuloso, somos nós.

Focus


Mais uma das bandas que o P. Gandra me deu a conhecer.
Coloco-a aqui porque a minha actual série de culto: "My name is Earl" traz sempre uma músiquinha que adivinha ser do gosto do público alvo. Hoje o Earl dava em maluco na prisão. A música de fundo era esta.

Almost Grown


Alguém se lembra?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sounds of Silence

Na sequência de um post anterior:

The Sound Of Silence

P. Simon, 1964


Hello darkness, my old friend

I've come to talk with you again

Because a vision softly creeping

Left its seeds while I was sleeping

And the vision that was planted in my brain

Still remains

Within the sound of silence


In restless dreams

I walked alone

Narrow streets of cobblestone '

Neath the halo of a street lamp

I turn my collar to the cold and damp

When my eyes were stabbed by the flash of a neon light

That split the night

And touched the sound of silence


And in the naked light I saw

Ten thousand people maybe more

People talking without speaking

People hearing without listening

People writing songs that voices never shared

No one dared

Disturb the sound of silence"Fools," said I, "you do not know

Silence like a cancer grows

Hear my words that I might teach you

Take my arms that I might reach you"

But my words like silent raindrops fell

And echoed in the wells of silence


And the people bowed and prayed

To the neon god they made

And the sign flashed out its warning

In the words that it was forming


And tenement halls

And whispered in the sound of silence

Batatinhas

O que é um escultor?
No tempo do Rodin ou do Soares dos Reis, a resposta parecia mais fácil. Muito simplesmente porque aquilo que era considerado escultura era claramente balizado (começando pelos próprios materiais e linguagem) e não só o domínio da técnica como o acesso eram restritos. De uma forma geral, as formas de expressão são actualmente bem menos espartilhadas num género específico (são até por vezes “transdisciplinares”) e não parecem ser os materiais, as técnicas ou até os métodos que inibem a pretensão de comunicar. Esta possibilidade de democratização e, de certa forma, por consequência, de aparente possibilidade de ser artista à margem da aprovação da elite, levanta obviamente a questão da triagem. O que é um artista? Quem é artista? Quem é bom artista? Já me tinha colocado questões idênticas relativamente à minha área, mas confesso que sempre tropecei alegremente na quase novidade desta possibilidade de novo século que é a questão da acessibilidade e descansou-me recordar que a fotografia, por exemplo, encontrou o seu caminho durante o século XX e parece estar razoavelmente preparada para lidar com uma nova e gigantesca vaga de acessibilidade e simultaneamente uma alteração de fundo nas suas técnicas.
E então, o que é um escultor? Assim parece simples: aquele que faz esculturas. E o que é uma escultura? Uma obra produzida por um escultor. Porreiro. E o que é a disciplina a que se chama Escultura? É uma das artes plásticas cujo meio de expressão é o volume e a forma. Para um fotógrafo a definição também será pacífica. E vamos por aí fora, surfando na espuma dos dicionários e abrindo a possibilidade universal de se ser artista. Parece-me bem. Muito fresco, novo e conveniente.
Mas então lembro-me de uma coisa que já acontece há séculos: escrever qualquer pessoa escreve, o que torna potencialmente escritor todo o individuo que não seja analfabeto e que consiga transpor uma ideia para a linguagem das letras e das palavras. Ora, isso parece não acontecer exactamente assim. Parece haver uma diferenciação entre a análise das capacidades individuais e do alcance do discurso de quem produz texto e de quem produz esculturas ou fotografias. E esta desproporcionalidade faz-me voltar ao início e repensar as definições e a aferição de qualidade.
À distância, o mundo do Bernini ou do Dante parecia muito mais simples. Mas agora é muito mais divertido e pequeno. Assim de brincar.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Pook is here


In 1958 Burroughs was arrested in New York for writing "Ah Pook is Here" on a subway wall, for which Simon and Garfunkel later sang, "The words of the prophet are written on the subway walls and tenement halls".


"And the people bowed and prayed To the neon god they made And the sign flashed out its warning In the words that it was forming And the sign said "The words of the prophets are written on the subway walls And tenement halls And whispered in the sound of silence."


Ah Pook is Here was a collaboration between author William Burroughs and artist Malcolm Mc Neill. It began in 1970, when Burroughs was living in London and Mc Neill was in his final year of art school. It first appeared under the title The Unspeakable Mr. Hart as a comic strip in the English magazine Cyclops. When Cyclops ceased publication, Burroughs and Mc Neill decided to develop the concept as a book.After a year of research and preliminary design the text of the book had expanded from 11 pages to 50, and a complete mockup had been produced. By this point, the work had been renamed Ah Puch is Here in reference to the Mayan Death God. Straight Arrow Books in San Francisco agreed to publish the proposed work in 1971 as a "Word/Image novel" which was to comprise 120 pages, some of integrated text and image, some of text alone and some which featured only pictures.In 1973, Mc Neill moved to San Francisco from London to finish the project. However, the small advance proffered by the publisher made any more than a few months of working full-time on the project impossible, and when Straight Arrow closed in 1974 the book was without a publisher. Nevertheless, Mc Neill moved to New York in 1975 to rejoin Burroughs and continue the work. They were unable to find another publisher and after seven years on and off, the project was finally abandoned. It was subsequently published in 1979 in text form only under the original title of Ah Pook is Here.Burroughs reads from Ah Pook is Here on his 1990 recording Dead City Radio; this recording, in turn, formed the soundtrack to the animated short Ah Pook is Here directed by Philip Hunt.


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dia 22 de Novembro

Segundo a Wikipedia:
November 22 is the 326th day of the year (327th in leap years) in the Gregorian calendar. There are 39 days remaining until the end of the year. Uma verdade inconveniente!
XX
1963. Lá se foi o Kennedy
1968. Chegou um album novo
X

sábado, 22 de novembro de 2008

Música

Music, in the best sense, does not require novelty; no, the older it is, and the more we are accustomed to it, the greater its effect.

Johann Wolfgang von Goethe

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Kaki


Só sei dizer duas palavras em japonês. Uma é Obrigado. Que é aquela que qualquer maçador anseia por explicar a um estrangeiro incauto. A outra é o nome de um fruto. – Quem me ensinou foi a Xaninha, e foi a maior consequência que tive dos estudos de japonês dela.
Sempre que passo de comboio pela Madalena (há já muitos anos que não cruzo o apeadeiro sem ser assim), lembro-me dos melhores diospiros do mundo. A mãe do Sílvio guardava-me uns, mesmo muito tempo depois de ter migrado para o sul. Nunca em lado nenhum comi diospiros como aqueles. E sempre que chega esta época do ano volta-me à memória a imagem daqueles pratos pesados e antigos, do som do relógio de parede, da mesa posta para o lanche e da expressão da mãe do Sílvio em pé a perguntar depois de cada um: “Gostou?”
Muito. Arigato.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Em direcção às estrelas


Às vezes vezes vemos filmes pelo género (uma temporada de westerns ou terror, por ex.), por realizador ou por causa de um actor em particular. Há uns anos atirava-me para a Cinemateca cada vez que havia um filme com a Gene Tierney, por nada de especial, porque me fazia sonhar :)
E por causa do trabalho de imagem, pus-me ontem a ver um filme a que nunca tinha dado atenção. O director de fotografia do filme é o Slawomir Idziak que fez o "Décalogo", "A Dupla Vida de Veronique" e o "Blue" do Kieslowski, entre outros. Conheci-o recentemente na Dinamarca e irei reencontrá-lo para a semana na Polónia. Fez o último Harry Potter, que não vi, e com tamanho salto entre sistemas de produção não quis deixar de ver os seus últimos filmes, não vá mais tarde ficar com alguma pergunta que lhe podia ter feito.
O filme, ficção científica, chama-se "Gattaca"(1997). É muito cuidado estéticamente. Brinca com o Frank Lloyd Wright, o design dos 50 e a engenharia espacial. Faz discorrer uma trama soft, de tipo policial, para nos falar da predestinação, da autodeterminação, da identidade e do que nos faz sonhar. As estrelas, de que somos feitos.
Ontem estava com o metaphysic mode em standby, tinha tido um dia arisco e doce, com episódios de montanha russa desde as 7 da manhã e preparava-me para um mergulho de veludo no mundo das formas para me entregar ao sono mortificante. A meio da noite vejo-me a Àgua das Pedras e a ruminar para a frente e para trás.

Distraí-me e agora tenho de o rever.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Noites sem nome

Noites sem nome, do tempo desligadas,
Solidão mais pura do que o fogo e a água,
Silêncio altíssimo e brilhante.

As imagens vivem e vão cantando libertadas
E no secreto murmurar de cada instante
Colhi a absolvição de toda a mágoa.



Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

On sait jamais...

Sim. Estive numa festa animada por estes senhores. Que braveza!!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Qual é a função do apostrofo?

clica pare leres


da Cristina

domingo, 9 de novembro de 2008

Livro cor-de-rosa - PROCURA-SE

Haverá algum excêntrico que tenha guardado estes anos todos o livro de francês do 10º ano (ou 11º)?
Pois.
Eu procuro esse livro. E não o encontro.
Tinha capa rosa, e umas riscas, se não me engano. Foi escrito pelo "Rolhas" (de seu verdadeiro nome: Fernando Artur Santos). Já não o vejo, naturalmente, há mais de 20 anos.
Chamava-se "Chez eux, les français".
Fico eternamente agradecido a quem se der ao trabalho de fazer uma incursão no sotão :)
(se virem uns exemplares do "Ping-Pank", seriam benvindos por aqui).
Obrigado

sábado, 8 de novembro de 2008

Finalmente conheci-a

A Pequena e Triste Sereia. Num estranho dia de sol e chuva. Lindo.
Desde miúdo que queria ver de perto a Lille Havfrue. Sempre a achei linda e singular, mesmo que melancólica, a ver os barcos que passam.
A estátua foi uma encomenda do presidente da fábrica de cerveja Carlsberg e inspirada na versão de ballet de A Pequena Sereia (segundo o original de Hans Christian Andersen), sobre uma sereia que se apaixona por um princípe. A história original é bem mais trágica do que a versão da Ariel (da Disney): em nome do amor, a pequena sereia abdica da própria existência e desaparece nas águas em forma de espuma do mar.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Surpreendi-me!



Será que eu seria assim nos EUA em 1954?

Lontra ou Vison?





Agora as fotos já aumentam se clicares nelas. O que dizes, Lutra lutra ou Mustela sp.?
XXX
Após o teu comment (Paulo G.) investiguei um pouco, e parece-me realmente Visão (Vison). Ver http://carnivora.fc.ul.pt/visao.htm
Aliás, o bicho que aparece na foto deste site é igualzinho ao do Cávado!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

"Eleições EUA: Obama é o preferido entre os europeus, McCain consegue maior apoio em Portugal "

Por vezes trata-se de fazer vender papel buscando a nossa atenção pelo arrepio, pelo espanto, etc. e esta história — "corrigida" (?!) após email de um leitor — começou com um título ainda mais arrepiante "Eleições EUA: portugueses preferem McCain, mas Europa é de Obama".

Li aqui neste blog

domingo, 19 de outubro de 2008

As lontras estão de volta...

... ao Cávado - supostamente um dos rios mais poluídos do país e penso que da Europa.
Fotografei esta criatura fantástica após ela ter-se dirigido a mim com extrema curiosidade...


Segundo o Paulo G., pode tratrar-se de um Visão europeu ou americano, escapado da Galiza, onde há explorações que os transformam em casacos (vide comment)...

Obrigado Paulo.

sábado, 4 de outubro de 2008

Dj Porkka apresenta Jazzismo

Welcome!

Às vezes também tenho este nome.

O Mote será Sun Ra e a busca do espaço.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Orfeão

Sabiam?

Malevolent Creation + Vital Remains + Wykked Witch + Nuklear Goat + TBA
Orfeão de Valadares - Gaia
Porto

(quem são estes gajos??? Nuklear Goat?? Soa a Trash Metal...)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

silencioso

e sem imagem. um post escrito em Maputo. também sem música, porque essa, que aqui me trouxe, tem movimento.
espeto aqui o post como a memória nesta cidade me está cravada.

cidade concentração de gente, de música, de surpresas, e de mistérios silenciosos, presentes, passados e futuros.
ainda não tinha chegado a esta terra e já tinha vontade de cá voltar.

fotografei o grafitti da escola superior de artes e comunicação na sala de teatro que dizia "o conflito é o pai de todas as coisas", mas não o pus aqui.
também gosto assim. de escrever o que dizem os grafittis.

se escrevesse grafittis escreveria: "ao contrário das vozes nas nossas cabeças, os fantasmas não cantam nem tocam. dançam ao ritmo dos nossas orelhas..."

com fascínio.